PLACENTA E MEMBRANAS FETAIS

 


A PLACENTA É O LOCAL DE TROCAS DE NUTRIENTES, GASES E OUTRAS SUBSTÂNCIAS ENTRE A MÃE E O FETO.

             É um órgão materno fetal. A sua formação é iniciada com a proliferação do trofoblasto, das vilosidades coriônicas e do saco coriônico. se forma na 3° semana do desenvolvimento. É formada por duas partes uma de origem fetal (saco coriônico) e a outra parte materna (endométrio) chamada de decídua.  As células deciduais, são formadas pelo aumento das células do endométrio, devido ao aumento da progesterona materna. O córion viloso se origina da parte fetal, do lado oposto as volosidades se degeneram e formam o córion liso. O córion reveste a parede do saco coriônico e o seu tamanho determina a idade gestacional do embrião.
          A fusão entre âmnio e o córion é a membrana amniocoriônica conhecida como TAMPAO, é um muco que permite que o líquido amniótico fique dentro do útero.
A placenta cresce junto com o feto e o útero, no 3° mês está completa, ocupa 30% do útero e pesa 500 g. no 3° mês ocorre o desenvolvimento cardiovascular, com o surgimento da circulação uteroplacentária,. Na 4° semana, a placenta forma a rede vascular, a partir das vilosidades coriônicas que cobrem o saco coriônico. O endométrio tem artérias espiraladas, que atravessam a placa decidual e os espaços intervilososos, irrigando com sangue oxigenado, as vilosidades coriônicas.
          O sangue da mãe e do feto são separados pela membrana placentária. Através da veia do cordão umbilical, o oxigênio e os nutrientes, atravessam a membrana placentária, difundidos do sangue materno para o sangue fetal. O gás carbônico, ureia e outros resíduos do feto, são difundidos no sentido do feto para a mãe. Para a mãe fazer a troca gasosa nos pulmões e a ureia será eliminada pelos rins materno.
         O transporte acontece da seguinte forma: água, gases, ureia e hormônios esteroides são transportados por difusão simples. A glicose, no entanto, é transportada por difusão facilitada. Já os aminoácidos, lipídios e grande parte das vitaminas são transportados por transporte ativo.

A placenta em conjunto com o cordão umbilical é composta por 2 artérias e 1 veia. 

Funções da placenta, como a sua participação no metabolismo (síntese de glicogênio, ácidos graxos, colesterol, etc.); o transporte de nutrientes e gases (oxigênio, gás carbônico, água, aminoácidos, hormônios, vitaminas, anticorpos maternos, medicamentos, drogas, agentes infecciosos, etc.); a excreção de resíduos (por exemplo a ureia) e a síntese e secreções endócrinas (gonadotrofina coriônica humana – hCG, progesterona, estrógenos, etc.).

MEMBRANAS FETAIS


AMNIO= membrana fetal, que forma a bolsa amniótica (bolsa de água) por conter o líquido amniótico dentro. Conforme aumenta de tamanho, se une a cavidade coriônica e forma o tampão mucoso. 
     O líquido amniótico é inicialmente composto pelo líquido secretado pelas células amnióticas e a maioria do líquido é proveniente do fluido tecidual materno. A passagem de água e solutos do feto para a cavidade amniótica ocorre através da pele, e também pelas vias respiratórias e gastrointestinais do feto. A partir da 11  semana o feto auxilia na formação do líquido amniótico pela urina expelida. 
A composição do líquido amniótico inclui compostos orgânicos e sais inorgânicos em proporções aproximadamente iguais, sendo metade dos compostos orgânicos formados por proteínas e a outra metade de carboidratos, enzimas, gorduras e hormônios. 


VESICULA UMBILICAL= é essencial para a transferência de nutrientes durante a 2° e 3° semana de formação. AS células do sangue durante a 3° semana recobrem o saco vitelino e iniciam a formação do fígado até a 6° semana, quando as atividades hematopoiéticas são formadas.
 O  alantoide, assim como o saco vitelino, não é funcional para os embriões humanos, mas são importantes na formação do sangue em sua parede durante a terceira e quinta semana do desenvolvimento. A partir dos seus vasos sanguíneos são formadas as artérias e a veia umbilical. Com o crescimento da bexiga, o alantoide involui e forma um tubo espesso, o úraco, que após o nascimento se torna o cordão fibroso (ligamento umbilical mediano), que abrange o ápice da bexiga urinária até o umbigo. 

BASTOS, V.; CARVALHAL, N. Roteiros de aula prática – Embriologia Humana. Universidade Católica do Salvador. Disponível em: https://bit.ly/3eGHwCm. Acesso em: 4 fev. 2021.

CARLSON, B. M. Embriologia humana e biologia do desenvolvimento. 5 ed. Rio de Janeiro: Elsevier Editora Ltda, 2014.

MARCUZZO, S. Membranas Fetais. UFRGS. Disponível em: https://bit.ly/3bn3Xu0. Acesso em: 2 fev. 2021.

FAMEMA – Faculdade de Medicina de Marília. Disciplina de Embriologia Humana. Disponível em: https://bit.ly/33FKHnl. Acesso em: 3 fev. 2021.

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