O PAPEL DA ALIMENTAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL.
Durante a gestação e nos dois primeiros anos de vida da criança são considerados os 1000 dias da primeira infância. Considera-se a primeira infância, como decisiva para o desenvolvimento pleno da criança. A primeira infância é definida como o período dos primeiros seis anos de vida da criança ou 72 meses de vida (BRASIL, 2016). Dentro desse contexto, tudo que ocorre na vida da criança, irá influenciar no seu desenvolvimento.
Os fatores ambientais, emocionais, físicos, higiene, cuidados com a saúde e também sua alimentação irão influenciar sua saúde e seu desenvolvimento.
De acordo com o modelo de cuidados integrais para o desenvolvimento da 1° infância (OMS e UNICEF), toda criança precisa de: saúde, nutrição, cuidado responsivo, segurança e proteção e oportunidades de aprendizagem.
Um dos domínios fundamentais para que a criança desenvolva seu potencial máximo é a nutrição.
Por isso toda criança tem o direito de ser amamentada, de receber alimentação adequada, e o primeiro alimento e mais importante é o leite materno. Ser amamentado, influencia fortemente o desenvolvimento humano.
Alimentação Complementar
A partir dos seis meses de vida, como complementação do leite materno a criança precisa receber alimentos como complementação do leite materno. Mas não deixar de receber o leite materno. Receber alimentos saudáveis nesse período, previne deficiências nutricionais. E também, para prevenção de sobrepeso e obesidade infantil. os nutrientes essenciais para esse período são: ácido fólico nos primeiros 3 meses da gestação, previne deformação do tubo neural e lábio leporino e fenda palatina. O iodo quando deficiente está relacionado com atrasos no desenvolvimento neurológico, podendo ser irreversível. Anemia por deficiência de ferro, causa alterações no desenvolvimento neuropsicomotor e interfere no comportamento, aprendizado e memória. A deficiência de vitamina A na infância causa problemas na visão. Carência de vitamina B1, B6 e B12 também podem causar atraso no desenvolvimento infantil como: atraso psicomotor, letargia, irritabilidade, crises epiléticas, sequelas neurológicas e motoras.
A publicidade e a propaganda de alimentos, influenciam na alimentação das crianças. Pois, existem inúmeros substitutos para o aleitamento materno. E alimentos que são oferecidos como "saudáveis" para crianças e e por conterem as vitaminas e minerais essenciais enganam os pais, com a ideia de ajudar as a crianças terem um desenvolvimento adequado. Nenhum alimento é capaz de substituir leite materno. O leite materno é uma substância viva, feita para o ser humano.
A Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças na Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL) é regulamentada pela Lei nº 11.265, de 2006, e pelo Decreto nº 9.579, de 2018. É um instrumento constitucional contra a interferência da publicidade infantil nas práticas de alimentação.
Referências: BRASIL.O cuidado às crianças em desenvolvimento : orientações para as famílias e cuidadores / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. ¿ Brasília : Ministério da Saúde, 2016
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